Casa da Ilha Minas Gerais, Brazil residence design, Brazilian property architecture photos
Casa da Ilha in Minas Gerais, Brasil
1 April 2026
Architect: Estúdio Pedro Haruf
Location: Ilha Dos Araújos, Minas Gerais, Brazil
Photos by Studio Tertulia
Casa da Ilha, MG, Brasil Property
Designing a house in Governador Valadares, in the Rio Doce Valley, is to rediscover a territory that carries warmth in every sense: climatic, affective, and symbolic. Casa da Ilha is born from this reunion. It is a special project for the studio for two reasons that traverse its entire conception.
The first is the opportunity to design in the city where I was born, revisiting it with a gaze matured by two decades of practice. The second is the fact that it was commissioned by dear friends, bonds that survive since high school. Designing for someone so close requires responsibility, listening, and care, and this guided every decision in the process.
The response to the place: climate, floods, and space as constraints
Sited in Ilha dos Araújos, a peculiar urban portion formed by the meander of the Doce River, the house faces very specific challenges. The site, of only 360 m², demanded large and integrated social spaces, in addition to four comfortable suites. The equation between an extensive program and a restricted area guided, from the beginning, a design logic based on precision: eliminating circulation waste, intelligently compacting the volume, and creating direct relationships between interior and exterior.
The island suffers annually from floods, and the lot has a maximum recorded flood level of 85 cm. The solution was to raise the house 1.70 m above the sidewalk, ensuring safety even in extreme events. This structural decision shaped the design of the access and created an ascending path that organizes an intermediate garage, arrival landing, and a gradual perception of the architecture.
Environmental comfort as architecture
Valadares is known for intense and humid heat, aggravated by low wind circulation in the central region. To respond to this context, the house prioritizes passive shading and ventilation systems. The broader occupation of the lot generates essential shadows over the social areas. A concrete structure extends 1.20 m on the second floor, forming eaves on the front and rear facades. Aluminum brise-soleils filter direct light and reduce the thermal load on vertical surfaces, decreasing thermal transmittance to the interior.
These devices act not only as protection but also as instruments for recording time. The projected shadows change according to the seasons, creating a private solar calendar on floors and walls. The architecture reveals itself in motion and translates the passage of hours and months.
Structural lightness and the desire for transparency
A notable request from the clients guided a bold technical solution: they did not want a pillar on the corner of the living room. The pillar was shifted to the boundary, freeing up the corner and allowing the second floor to extend over the side garden as a volume that seems to float. A metal pergola accompanies this cantilever and, when the retractable glass panels are gathered into the walls, interior and exterior dissolve into a single continuous space.
At the exact point where a pillar should exist, we installed the Manga swing, designed by us for Qubo Design, an object-place that synthesizes the project’s intention. It symbolizes lightness, affection, and the conscious celebration of architectural choices.
Program, flows, and daily life
The ground floor houses the entire social area: hall, living room, dining room, kitchen, pantry, a toy room adapted from one of the suites, service area, gourmet space, and pool. A winter garden accompanies the side of the house, functioning as a ventilation axis and a landscape breather for the rooms. On the other side, a service corridor ensures technical access and organization of the house’s routine.
On the upper floor, intimacy is organized with rationality. The TV room articulates with two suites with walk-in closets for the daughters and with the master suite. Circulations are utilized as productive spaces, functioning as a linen closet, study area, and a small workspace for the client, a pathologist. The rear facade opens up to Pico da Ibituruna, an icon of the Valadarense landscape, incorporating this horizon into the domestic experience.
A house to be lived in
Casa da Ilha is more than an exercise in synthesis between environmental constraints, spatial precision, and material expression. It is, above all, a house designed for daily life. It is a place for children running, friends gathering, meetings around the table, and silent rest before the landscape.It is a house rooted in its territory, aware of its limits, adjusted to the weather, and open to welcoming. A house that translates memory, affection, and belonging.
Portuguese text:
Projetar uma casa em Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, é reencontrar um território que carrega calor em todos os sentidos: climático, afetivo e simbólico. A Casa da Ilha nasce desse reencontro. É um projeto especial para o estúdio por duas razões que atravessam toda a sua concepção.
A primeira é a oportunidade de projetar na cidade onde nasci, revisitando-a com o olhar amadurecido por duas décadas de prática. A segunda é o fato de ter sido encomendado por amigos queridos, vínculos que sobrevivem desde o ensino médio. Projetar para alguém tão próximo exige responsabilidade, escuta e cuidado, e isso pautou cada decisão do processo.
A resposta ao lugar: clima, enchentes e espaço como condicionantes
Implantada na Ilha dos Araújos, uma porção urbana peculiar formada pelo meandro do Rio Doce, a casa enfrenta desafios muito específicos. O terreno, de apenas 360 m², demandava espaços sociais amplos e integrados, além de quatro suítes confortáveis. A equação entre programa extenso e área restrita orientou desde o início uma lógica projetual baseada na precisão: eliminar desperdícios de circulação, compactar inteligentemente o volume e criar relações diretas entre interior e exterior.
A ilha sofre anualmente com enchentes, e o lote possui cota máxima registrada de 85 cm de inundação. A solução foi erguer a casa 1,70 m acima do passeio, garantindo segurança mesmo em eventos extremos. Essa decisão estrutural moldou o desenho do acesso e criou um percurso ascendente que organiza garagem intermediária, patamar de chegada e uma percepção gradual da arquitetura.
Conforto ambiental como arquitetura
Valadares é conhecida pelo calor intenso e úmido, agravado pela baixa circulação de ventos na região central. Para responder a esse contexto, a casa prioriza sistemas passivos de sombreamento e ventilação. A ocupação mais ampla do lote gera sombras fundamentais sobre as áreas sociais. Uma estrutura de concreto avança 1,20 m no segundo pavimento, formando beirais nas fachadas frontal e posterior. Brises de alumínio filtram a luz direta e reduzem a carga térmica nas superfícies verticais, diminuindo a transmitância térmica para o interior.
Esses dispositivos atuam não apenas como proteção, mas também como instrumentos de registrar o tempo. As sombras projetadas mudam conforme as estações, criando um calendário solar particular sobre pisos e paredes. A arquitetura se revela em movimento e traduz a passagem das horas e dos meses.
Leveza estrutural e o desejo por transparência
Um pedido marcante dos clientes orientou uma solução técnica ousada: não queriam um pilar na quina da sala. O pilar foi deslocado para a divisa, liberando o canto e permitindo que o segundo pavimento avance sobre o jardim lateral como um volume que parece flutuar. Um pergolado metálico acompanha esse balanço e, quando os painéis de vidro escamoteáveis são recolhidos para dentro das paredes, interior e exterior se dissolvem em um único espaço contínuo.
No ponto exato onde um pilar deveria existir, instalamos o balanço Manga, desenhado por nós para a Qubo Design, um objeto-lugar que sintetiza a intenção do projeto. Ele simboliza leveza, afeto e a celebração consciente das escolhas arquitetônicas.
Programa, fluxos e vida cotidiana
O térreo abriga toda a área social: hall, estar, jantar, cozinha, despensa, brinquedoteca adaptada a partir de uma das suítes, área de serviço, espaço gourmet e piscina. Um jardim de inverno acompanha a lateral da casa, funcionando como eixo de ventilação e respiro paisagístico para os ambientes. Do outro lado, um corredor de serviço garante acesso técnico e organização da rotina da casa.
No pavimento superior, a intimidade se organiza com racionalidade. A sala de TV se articula com duas suítes com closet para as filhas e com a suíte master. As circulações são aproveitadas como espaços produtivos, funcionando como rouparia, área de estudo e pequeno local de trabalho para o cliente, patologista. A fachada posterior se abre para o Pico da Ibituruna, ícone da paisagem valadarense, incorporando esse horizonte à experiência doméstica.
Uma casa para ser vivida
A Casa da Ilha é mais do que um exercício de síntese entre condicionantes ambientais, precisão espacial e expressão material. É, acima de tudo, uma casa pensada para a vida cotidiana. É o lugar das crianças que correm, dos amigos que se reúnem, dos encontros ao redor da mesa, do descanso silencioso diante da paisagem.
É uma casa enraizada em seu território, consciente de seus limites, ajustada às intempéries e aberta ao acolhimento. Uma casa que traduz memória, afeto e pertencimento.
Casa da Ilha in Minas Gerais, Brasil, South America – Property Information
Architecture: Estúdio Pedro Haruf – https://pedroharuf.com/, Pedro Haruf architect
Project size: 420 sqm
Site size: 360 sqm
Completion date: 2024
Building levels: 2
Photography: Studio Tertulia
Casa da Ilha, Minas Gerais, Brazil images / information received 010426
Location: Ilha Dos Araújos, Minas Gerais, Brazil, South America.
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Architects: TETRO

photo : Luisa Lage
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Architect: BLOCO Arquitetos

photograph : Joana França
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